cloudbeds-mcp-server

cloudbeds-mcp-server

MCP server that exposes Cloudbeds occupancy, check-ins/check-outs, and reservations as natural language tools, with read-only access and secure credential storage.

Category
访问服务器

README

cloudbeds-mcp-server

CI Linguagem Protocolo License

Servidor MCP que expõe ocupação, check-ins/check-outs e reservas do Cloudbeds como tools de linguagem natural, sem nenhum caminho de escrita na v1 — por decisão de design, não por limitação técnica.

A coisa em ação

Sem UI — é um servidor MCP (stdio). A imagem abaixo é a suíte de testes rodando de verdade; o restante das capturas reais (setup rejeitando uma key inválida contra a API ao vivo do Cloudbeds, tools nos dois estados do servidor) está na seção Prints.

31 testes passando e ruff limpo

Links

Repositório:  https://github.com/ronaldoribeirosm/cloudbeds-mcp-server
Demo:         sem demo pública — cada instalação precisa da API key e do
              Property ID do Cloudbeds de um hotel real; não dá pra expor
              isso num ambiente compartilhado sem vazar dado de hóspede
Docs/Swagger: não se aplica — não é uma API HTTP. A superfície de tools
              (nomes, parâmetros, descrições) está documentada na tabela
              abaixo e é a mesma coisa que o cliente MCP lista via
              `list_tools()`
Vídeo:        [ opcional — não gravado ]

O problema

Consultar ocupação, check-ins do dia ou o status de uma reserva no Cloudbeds hoje significa abrir o painel, navegar até a tela certa e ler manualmente — ou interromper quem está na recepção pra perguntar. Isso já tinha sido resolvido uma vez no automacao-recepcao, só que atrás de uma UI Streamlit: resolve pra quem abre aquela tela, não pra quem só quer perguntar "quantos check-ins tenho hoje?" de dentro do assistente de IA que já está usando.

A solução ingênua seria integrar a API do Cloudbeds direto em cada assistente de IA que alguém usa — um conector pro Cursor, outro pra qualquer coisa que apareça depois. Isso não escala: N ferramentas de IA × M integrações de dado vira N×M código de cola. MCP inverte essa conta — escreve-se um servidor, e qualquer cliente compatível com o protocolo consegue chamá-lo.

sequenceDiagram
    participant Agente as Agente de IA
    participant MCP as cloudbeds-mcp-server
    participant CB as API Cloudbeds

    Agente->>MCP: "quantos check-ins tenho hoje?"
    MCP->>CB: GET getReservations (checkInFrom=checkInTo=hoje)
    CB-->>MCP: lista de reservas
    MCP-->>Agente: texto formatado, pronto pra responder

A solução (visão geral)

  • Camada de tools (src/cloudbeds_mcp/tools/) separa lógica pura (compute_*, format_*, sem I/O) da tool MCP em si (register_*_tools) — a mesma separação que o automacao-recepcao já fazia entre regra de negócio e interface Streamlit, só que aqui o "front-end" é o protocolo MCP.
  • Camada de auth (src/cloudbeds_mcp/auth.py) valida a API key com uma chamada real ao Cloudbeds antes de gravar qualquer coisa, criptografa em disco, e nunca devolve a key pro modelo de IA depois de configurada.
  • Cliente HTTP (src/cloudbeds_mcp/cloudbeds_client.py) reaproveita a lógica de retry/paginação e as descobertas de comportamento real da API já validadas no projeto irmão — sem herdar nenhum dos métodos de escrita.
  • Detalhes completos na seção Decisões técnicas abaixo.

Prints — o projeto rodando

Sem uma conta Cloudbeds real disponível, três coisas foram validadas de verdade, capturadas em screenshot (não é texto inventado — é a saída real dos comandos):

1. Suíte de testes e lint:

pytest e ruff rodando

2. --setup com uma API key inválida — bateu na API real do Cloudbeds e voltou um 401 de verdade:

setup rejeitando key inválida contra a API real

Isso confirma que o endpoint de validação (getHotels) existe e se comporta como assumido — o que faltava validar era só o caminho de sucesso (key válida), que segue sem teste ao vivo.

3. As tools nos dois estados do servidor (antes e depois do setup), capturado chamando list_tools() de verdade, mais a saída real de format_occupancy_snapshot()/format_movements() contra os dados de tests/test_occupancy.py:

tools expostas antes e depois do setup

Stack

Camada Tecnologia
Protocolo MCP (mcp SDK oficial, MCPServer, transporte stdio)
HTTP requests, com retry/backoff e paginação própria
Criptografia da credencial cryptography (Fernet), chave e payload fora do repositório
Testes pytest + responses (mock de HTTP)
Lint ruff
CI GitHub Actions

Como rodar localmente

git clone https://github.com/ronaldoribeirosm/cloudbeds-mcp-server
cd cloudbeds-mcp-server
pip install -e ".[dev]"
cloudbeds-mcp-server --setup

O --setup pede a API key e o Property ID do Cloudbeds (Configurações > API no painel), valida com uma chamada real e salva criptografado em ~/.cloudbeds-mcp/credentials.enc. Depois disso, aponte um cliente MCP pro binário cloudbeds-mcp-server (exemplo de config em mcp_client_config.example.json).

Rodar os testes:

pytest -v
ruff check .

Decisões técnicas

Por que nenhuma tool de escrita existe na v1

O dilema: dava pra implementar putGuest/postReservationNote reaproveitando o cliente do automacao-recepcao — a API já suporta. A escolha foi não implementar nenhum método de escrita no cliente desta v1 — não é uma flag de segurança que dá pra contornar, é a própria classe CloudbedsClient deste projeto que não tem o método. Um agente de IA com acesso só-leitura pode, na pior das hipóteses, vazar um dado que já tinha permissão de ver; nunca alterar uma reserva ou um preço sozinho sem confirmação humana. Escrita fica pra v2, atrás de um design de confirmação explícita que ainda não existe.

Por que a API key nunca "aparece" de volta

O dilema: o jeito mais simples de guardar uma credencial de API é variável de ambiente ou arquivo de texto plano — mas isso é publicável, e qualquer pessoa que rode este servidor está potencialmente compartilhando a key com o histórico de conversa de um agente de IA. A escolha: configure_cloudbeds_api_key recebe a key só pra validar (uma chamada real de getHotels) e gravar; a função devolve só o nome do hotel conectado, nunca a key — nem em sucesso, nem no texto de erro de falha. O arquivo fica criptografado com Fernet fora da pasta do projeto (~/.cloudbeds-mcp/), com permissão restrita ao dono. Isso está coberto por teste: test_credentials_file_is_encrypted_on_disk falha se o valor da key aparecer em texto puro no arquivo salvo em disco.

Por que a busca por nome varre reservas em vez de filtrar no servidor

Descoberta herdada do automacao-recepcao (confirmada contra a API real do Cloudbeds em 2026-07-22, não retestada aqui por falta de credencial): getReservations ignora filtro por nome, e getGuestList só filtra de verdade no servidor por e-mail ou telefone exato — nunca por nome parcial. A alternativa seria buscar todas as páginas de reservas da propriedade inteira, o que não escala pra contas com anos de histórico. A solução adotada limita a varredura a uma janela de 12 meses passados + 3 meses futuros e filtra por substring em memória — resolve o caso de uso real ("achar o hóspede que acabou de ligar") sem paginar a conta inteira, ao custo de não achar hóspedes fora dessa janela (documentado como limitação conhecida, não escondido).

Por que get_occupancy_today detalha reserva por reserva

getReservations (lista) não traz quarto nem datas por quarto — só getReservation (individual) traz o array assigned, que é o que permite saber se um quarto específico está ocupado hoje. Isso também foi uma descoberta real do projeto irmão, não uma suposição de documentação. Por isso a tool primeiro filtra candidatos "baratos" pela lista (reservas não canceladas cujo check-out é depois de hoje) e só depois detalha cada uma — evita bater getReservation pra cada reserva histórica da propriedade.

Testes — o que é coberto e por quê

Arquivo Cobre Por quê
test_auth.py Setup, validação, criptografia, roundtrip e limpeza de credenciais É a parte mais sensível do projeto — precisa provar que a key nunca fica em texto puro em disco e que falha de validação não grava nada
test_cloudbeds_client.py Paginação, erro HTTP, erro de nível de API, achatamento de getRooms, extração de hóspede principal Cobre os comportamentos reais da API (paginação por total, não por count) com HTTP mockado via responses, sem depender de rede
test_occupancy.py Cálculo de ocupação (incluindo o limite check-in ≤ dia < check-out), check-ins/check-outs do dia, formatação de texto Lógica pura de negócio — testável sem tocar o Cloudbeds
test_guests.py Busca por substring case-insensitive, ordenação por mais recente, truncamento de lista longa Garante que a limitação conhecida (busca por nome em memória) pelo menos se comporta de forma previsível
test_reservations.py Formatação de status de reserva com e sem quarto atribuído Cobre o caminho feliz e o caso "reserva sem quarto ainda"

Resultado real: 31/31 testes passando. ruff check . limpo.

O que eu faria diferente

  • Só o caminho de erro foi testado contra a API real — não tenho uma key válida disponível agora. Rodar --setup com uma key inválida confirmou que getHotels é um endpoint real e rejeita corretamente (401), mas o formato exato da resposta de sucesso (o propertyName que validate_and_save espera encontrar em hotels[0]) segue assumido a partir do guia original, não confirmado ao vivo. Primeira coisa a fazer antes de publicar: rodar --setup contra um hotel de teste de verdade e corrigir o que a API real devolver diferente do assumido.
  • get_guest_by_name escala mal em contas com muito histórico — varrer 15 meses de reservas por substring funciona pra um hotel pequeno/médio, mas numa conta com dezenas de milhares de reservas isso fica lento. Combinar com getGuestList quando o usuário já tiver e-mail ou telefone (mais rápido, filtro real no servidor) resolveria a maioria dos casos.
  • Sem cache — cada chamada de tool bate a API do zero, mesmo pra dados que não mudam a cada segundo (lista de quartos, por exemplo). Um cache curto (TTL de alguns minutos) em get_rooms reduziria bastante chamada repetida.
  • v2 do guia original não entrou nesta v1get_occupancy_forecast, get_guest_stay_history, search_available_rooms e o resource daily_report ficaram de fora por escopo, não por dificuldade técnica; a base de cliente/auth já suporta.

Licença

MIT.

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